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SP-3 SR-3 / SP-4 SR-4

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Ferroviário, uma carreira imponente que teve sua glória desgastada ao longo dos anos, mas nem por isso perdeu o brilho e até hoje ainda é motivo de orgulho para quem passa a maior parte de sua vida em cima de um trem, ou ao lado dele.

Quando nos lembramos das locomotivas elétricas "recuperando" ladeira abaixo, ''as GM'' roncando forte na subida da serra, ou as ''vaporentas'' com água pela 3ª torneira abrindo válvula ao final de uma longa subida. O som do motor acelerando ponto a ponto no pé de rampa ao virar a inflexão na velocidade máxima do trecho. Enfim coisas simples do dia-a-dia que despertam emoções.

De fato praticar a condução de um trem leva tempo e muito esforço. Muitas manobras na chuva, limpar muitas cabines, "correr" muito trem em meio de mato, além de muito comprometimento e responsabilidade. E só com isso tudo chegar à autoridade máxima de um trem, responsável por todos os passageiros embarcados ou de até 15.000 toneladas de carga...

Alguns mais habilidosos como maquinistas da "Elite" que corriam o trecho do "ATC" e Serra do Mar, dois dos trechos com as características mais diferentes. E também as equipes dos trens de passageiros ou especiais, que exigem total domínio da composição evitando qualquer balanço.

Passar por vilas e estações com o braço na janela despertando a atenção de todos, pessoas acenando ou simplesmente deslumbradas com a imponência do trem que por onde passa exige respeito. O ferroviário, esse pouco lembrado nos dias de hoje, muitas vezes sofrendo com a saudade de alguém que fica para trás, esperando o próximo dia de folga numa escala apertada onde só se tem hora para entrar, sem saber o destino exato e à hora de saída. Enfim ninguém falou que é fácil.

A verdade é que só quem tem ou já teve um trem em suas mãos sabe a sensação de poder dominar a máquina, como um maestro rege uma orquestra, podendo fazer andar e parar um trem de mais de um quilômetro de extensão com a precisão de centímetros.

E não acaba por aí! Luvas, capacete, ferramentas em mãos, experiência, responsabilidade. O que pouca gente vê é quem coloca os trens para andar, os mecânicos, eletricistas, truqueiros, técnicos, etc. São as pessoas que revisam o trem antes de uma viagem, garantindo seu perfeito funcionamento para que seja conduzido ao destino com prudência e pontualidade.

Força na troca de sapatas e graduação da timoneria de freio, olhos apurados nas vistorias dos rodeiros e medição de frisos, vedando uniões e tirando vazamentos de óleo, procurando cabos com baixa isolação e estudando a fundo o sintoma de cada falha, sempre presentes e dedicados.

Os trabalhadores da via permanente que constituem a base de toda a ferrovia, e as equipes do S.O.S sempre prontas para atuar o quanto urgente for preciso, em todos os lugares da ferrovia sob quaisquer que sejam as circunstâncias 24 horas por dia.

Não podemos esquecer-nos do pessoal do movimento: agentes de estação, manobradores, cabineiros e despachadores hoje em dia chamados de controladores de tráfego, os responsáveis pela formação dos trens, programação e licenciamento. Os agentes de estação que outrora recebiam os passageiros, encomendas e emitiam bilhetes hoje nas poucas estações, são responsáveis por receber e despachar apenas trens de carga além de organizar o movimento dos pátios.

Os cabineiros, uma profissão que foi extinta com a modernização dos sistemas de controle de trafego. A figura do cabineiro desapareceu por completo, aqueles bravos ferroviários que operavam chaves e sinais das estações em condições das mais adversas sempre com total atenção e prudência, para assegurar a integridade e pontualidade dos trens.

Os despachadores que na época de carreira da ferrovia, profissionais que já haviam ocupado vários cargos referentes a circulação como cabineiros, manobradores, agentes de estação, maquinistas, técnicos, etc... Conhecendo cada quilometro de linha, fazendo os trens circularem no horário, fosse operando painel de CTC, tomando choque em telefones seletivos ou riscando gráfico e coordenando o movimento com as estações via telex.

Em muitos lugares com o fim dos trens de passageiros as estações praticamente perderam seu sentido, mas algumas ainda teimam em resistirem abertas, às vezes já sem agência, mas ainda nas atividades ferroviárias. Muitas em locais totalmente isolados com as razões das mais diferentes para estarem lá, com histórias únicas que se perdem a cada dia. Mas ainda existem as estações que até hoje são responsáveis pela sobrevivência de vilas inteiras.

"Diferente de vidas no céu, estas são toneladas colocadas em cima de um lugar onde todos os homens podem tocar seus pés."

Este site é dedicado a todos os ferroviários, e tem como objetivo mostrar por meio de fotos parte da história da EFCB (Estrada de Ferro Central do Brasil) e EFSJ (Estrada de Ferro Santos a Jundiaí) posteriormente RFFSA / SR-3 e SR-4 (Rede Ferroviária Federal S/A - Superintendências Regionais 3 e 4). Nosso foco principal é manter viva a antiga e a atual história das frotas de locomotivas diesel-elétricas e elétricas, não só as herdadas da RFFSA, mas também a nova frota que vem sendo formada aos poucos pela MRS Logística.

O trabalho é grande e por isso ainda não estão prontas as páginas de todas as locomotivas, trabalho este que irá levar muitos meses e talvez anos e por isso deixamos bem claro que nosso site ainda está em construção. Quem quiser deixar sua opinião ou crítica acesse nosso livro de visitas.

Para facilitar a navegação do site e também para alguma eventual consulta montamos o pequeno índice abaixo com os modelos de locomotivas já publicadas e suas respectivas numerações:

SD18 = # 5001 a 5041
SD38M
= # 5101 a 5144
SD40M-2
= # 5201 e # 5202
SD40-2
= # 5211 a 5215, # 5217 a 5223, # 5225 e # 5227 a 5246
SD40M-3
= # 5203
SD40-3
= # 5216, # 5224, # 5226 e # 5301 a 5314
SF30C
= # 3730 a 3739
U23CA
= # 3601 a 3632
U20C
= # 3131 a 3162
C30-S7R
= # 3501 a 3509

Para maiores esclarecimentos e dúvidas entre em contato:

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Última atualização em Ter, 30 de Abril de 2019 15:29